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Por Graciele Soareas

Com tecnologia dá para transformar até o aterro sanitário em fonte de energia. O aterro sanitário de Uberlândia, que está desativado, vai poder ser explorado por até dez anos.

De acordo com o diretor da empresa, o engenheiro civil Eduardo Santos, “o biogás será conduzido até uma planta que realizará a destruição do metano, um dos causadores do efeito estufa, e também a geração de energia elétrica. O biogás é captado através de poços perfurados no maciço de resíduos, que os leva até estações de regulagem e em seguida, para a  usina de geração de energia”.

O investimento foi de cinco milhões de reais. A previsão é que a iniciativa comece a funcionar no início de 2012. Além de colaborar com o meio ambiente, o projeto vai gerar quinze empregos diretos e cinquenta indiretos.

“É uma energia que será substituída na matriz energética de grandes indústrias, que hoje consomem energias mais poluentes, como o carvão. O principal objetivo é evitar que o gás metano, derivado da decomposição da matéria orgânica presente nos resíduos, atinja a atmosfera e cause o efeito estufa, visto que ele é vinte e uma vezes mais poluente do que é o gás carbônico” acrescentou Eduardo Santos.

O problema é que este tipo de energia mais limpa não é comum, principalmente em Uberlândia. Mas, segundo especialistas, a situação deve mudar e a tendência é que iniciativas assim aumentem futuramente, já que o impacto no meio ambiente é positivo.